
Caros amigos,
Desde que enviei o cartaz da Campanha em Defesa do Jornalismo para meus colegas, recebi muitas respostas. Cada qual com sua posição. Respeito todos os posicionamentos. Respondo a todos agora, pois durante a semana quase não tenho tempo para divagar na própria liberdade de expressão (esse é um dos motivos pelo qual ainda não criei meu blog). Sou a favor do diploma, sim. Conheço jornalistas que são excelentes profissionais, possuem uma base humanística por natureza e isso me inspira e serve de exemplo, como meu amigo Lucky (que por sinal é contra o diploma…). Acontece que conheço muito mais profissionais sem diploma e sem caráter. “Jornalistas” que colocam o interesse acima da ética. Acontece que pessoas assim estão contaminando o mercado, pois contribuem para criar um estereótipo da nossa profissão, que hoje, é mau vista por advogados, economistas, políticos, ministros do STF… e outros.
Temos que parar de pintar o passado de rosa, como o poeta Mario Quintana escreveu. Reconheço que nossos dinossauros do jornalismo desempenharam um brilhante papel na história da democracia brasileira, lutando contra a ditadura, mas logo em sequência no período de redemocratização brasileiro, fomos obrigados a engolir uma edição de um debate de eleição presidencial. Antes disso, pudemos ver como uma campanha como a da Diretas Já foi ignorada por alguns meios de comunicação. Isso é o jornalismo que queremos? Só sei que esse não é o jornalismo que EU quero.
Casos como o da menina Eloá e Isabela Nardoni, para mim, mostram como é perigoso a falta de um chefe de reportagem e donos de jornais com base humanística. É de entristecer, olhar na universidade centenas de jovens que estão ali apenas para desfilar ou para chegar antes da chamada e sair logo após a última lista de presença. Nossa geração vai se formar sem desfrutar do clima acadêmico quase socrático, com base nas esferas públicas da comunicação e discussão filosófica. E isso vai se refletir no mercado profissional. Se você não quer vivenciar a universidade e está cursando a faculdade apenas pelo diploma, eu lhes digo: Desista! Não jogue fora seu dinheiro por quatro anos. Se você apenas quer o diploma, então compre-o! A formação acadêmica, hoje, se faz necessária, pois nós jovens estamos em uma sociedade que está perdendo a democracia. Antes se perdiam a vida em prol do jornalismo social. Hoje, a mentalidade é ganhar a vida com o “jornalismo social”. Se você quer o carro do ano, uma mansão, a roupa da moda, gastar na balada, então, lamento informar que jornalismo não é a sua profissão.
A falta de um diploma para mim é um perigo para a sociedade, pois cada vez mais seremos bombardeados por uma minoria que quer estabelecer um padrão massificado de beleza e de vida. Cada vez mais teremos na nossa profissão modelos e atrizes apresentadoras, que não possuem a perspicácia inerente ao bom jornalista. Tudo bem que muito se aprende indo para a rua, mas garanto que quando terminei o segundo grau tinha um sonho de ter um jornal pra mim, se o tivesse feito isso sem ao menos ir para o campo acadêmico, garanto que hoje não seria o ser humano que sou hoje. Muito provavelmente teria aprendido muito com as pancadas da vida e com certeza teria o meu jornal e um venenoso caráter.
Vejo que querem avacalhar nossa profissão. Mas qual é o motivo para isso? Será que querem nos marginalizar? Nos jogar à margem da sociedade acadêmica para ficar mais fácil dar descrédito ao que queremos alertar à sociedade? Para ficar mais fácil nos crucificar?
Como o jornalista Fernando Braga disse: “Tem muita gente (POLÍTICOS, JUIZES, EMPRESÁRIOS, ETC) querendo sentar na cadeira do Bonner…”
Beijos meus amigos!
Desde que enviei o cartaz da Campanha em Defesa do Jornalismo para meus colegas, recebi muitas respostas. Cada qual com sua posição. Respeito todos os posicionamentos. Respondo a todos agora, pois durante a semana quase não tenho tempo para divagar na própria liberdade de expressão (esse é um dos motivos pelo qual ainda não criei meu blog). Sou a favor do diploma, sim. Conheço jornalistas que são excelentes profissionais, possuem uma base humanística por natureza e isso me inspira e serve de exemplo, como meu amigo Lucky (que por sinal é contra o diploma…). Acontece que conheço muito mais profissionais sem diploma e sem caráter. “Jornalistas” que colocam o interesse acima da ética. Acontece que pessoas assim estão contaminando o mercado, pois contribuem para criar um estereótipo da nossa profissão, que hoje, é mau vista por advogados, economistas, políticos, ministros do STF… e outros.
Temos que parar de pintar o passado de rosa, como o poeta Mario Quintana escreveu. Reconheço que nossos dinossauros do jornalismo desempenharam um brilhante papel na história da democracia brasileira, lutando contra a ditadura, mas logo em sequência no período de redemocratização brasileiro, fomos obrigados a engolir uma edição de um debate de eleição presidencial. Antes disso, pudemos ver como uma campanha como a da Diretas Já foi ignorada por alguns meios de comunicação. Isso é o jornalismo que queremos? Só sei que esse não é o jornalismo que EU quero.
Casos como o da menina Eloá e Isabela Nardoni, para mim, mostram como é perigoso a falta de um chefe de reportagem e donos de jornais com base humanística. É de entristecer, olhar na universidade centenas de jovens que estão ali apenas para desfilar ou para chegar antes da chamada e sair logo após a última lista de presença. Nossa geração vai se formar sem desfrutar do clima acadêmico quase socrático, com base nas esferas públicas da comunicação e discussão filosófica. E isso vai se refletir no mercado profissional. Se você não quer vivenciar a universidade e está cursando a faculdade apenas pelo diploma, eu lhes digo: Desista! Não jogue fora seu dinheiro por quatro anos. Se você apenas quer o diploma, então compre-o! A formação acadêmica, hoje, se faz necessária, pois nós jovens estamos em uma sociedade que está perdendo a democracia. Antes se perdiam a vida em prol do jornalismo social. Hoje, a mentalidade é ganhar a vida com o “jornalismo social”. Se você quer o carro do ano, uma mansão, a roupa da moda, gastar na balada, então, lamento informar que jornalismo não é a sua profissão.
A falta de um diploma para mim é um perigo para a sociedade, pois cada vez mais seremos bombardeados por uma minoria que quer estabelecer um padrão massificado de beleza e de vida. Cada vez mais teremos na nossa profissão modelos e atrizes apresentadoras, que não possuem a perspicácia inerente ao bom jornalista. Tudo bem que muito se aprende indo para a rua, mas garanto que quando terminei o segundo grau tinha um sonho de ter um jornal pra mim, se o tivesse feito isso sem ao menos ir para o campo acadêmico, garanto que hoje não seria o ser humano que sou hoje. Muito provavelmente teria aprendido muito com as pancadas da vida e com certeza teria o meu jornal e um venenoso caráter.
Vejo que querem avacalhar nossa profissão. Mas qual é o motivo para isso? Será que querem nos marginalizar? Nos jogar à margem da sociedade acadêmica para ficar mais fácil dar descrédito ao que queremos alertar à sociedade? Para ficar mais fácil nos crucificar?
Como o jornalista Fernando Braga disse: “Tem muita gente (POLÍTICOS, JUIZES, EMPRESÁRIOS, ETC) querendo sentar na cadeira do Bonner…”
Beijos meus amigos!
Por Diane Lourenço

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